Curso Profissional de Técnicos de Cuidados Continuados e Paliativos

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Estima-se que nas próximas décadas aumentem substancialmente as necessidades de cuidados de saúde da população mais idosa, paralelamente a um aumento acentuado de prevalência de doenças de evolução prolongada e com elevado grau incapacitante, as quais reclamam, sob pena de criarem situações de exclusão e desigualdade social, mudanças das políticas de saúde e de solidariedade social. Muitas destas situações, de maior risco e vulnerabilidade, existentes em Portugal exigem que se diferenciem e se personalizem as respostas de cuidados de saúde de acordo com as condições particulares dos seus destinatários. As respostas determinadas pelas necessidades específicas das pessoas idosas e das pessoas com elevado grau de perda de autonomia, obrigam, na organização social actual, a um processo integrador de duas dimensões indissociáveis; a da saúde e a da segurança social. Segundo a resolução do Conselho de Ministros nº 84/2005 de 7 de Abril, é neste contexto que se insere o conceito e a prática de cuidados continuados ou de longa duração, onde a complementaridade entre as famílias e o apoio público atinge o seu expoente máximo. O envelhecimento demográfico e as alterações no padrão epidemiológico e na estrutura social e familiar, verificadas em Portugal, determinam novas necessidades em saúde, para as quais urge organizar respostas adequadas, uma vez que os últimos anos de vida são, frequentemente, acompanhados de situações de fragilidade e de incapacidade, mas muitas vezes susceptíveis de prevenção, tratamento e recuperação, e, sempre, com possibilidade de manutenção da dignidade e qualidade de vida. Assim, a integração dos cuidados continuados na malha dos serviços prestados à população com necessidades comuns exige a formação de recursos humanos aptos a prestar um bom serviço na área dos cuidados continuados e paliativos.

  

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